João Pedro Almeida

O campo da implantologia é um dos mais se tem transformado nos últimos anos. É um dos tratamentos mais aplicados pelos médicos dentistas, por se apresentar como uma possível solução para um conjunto de problemas que advêm da perda de dentes: má alimentação, baixa auto-estima, entre outros.

Até há pouco tempo, a opção mais utilizada passava pelos implantes feitos de titânio. No entanto, chegaram ao mercado os implantes de zircónia, ou de cerâmica, que não recorrem ao uso do metal e têm maiores potencialidades no tratamento. O médico João Pedro Almeida, da Clínica Médica de Implantologia fala-nos melhor sobre as vantagens desta nova solução.

Em primeiro lugar, a cor. Ao cumprir a função de substituir a raiz de um dente, o implante dentário quer-se o mais “natural” possível. Os implantes de zircónia são um óxido branco e biocompatível e têm um aspeto mais aproximado do dente natural. O branco marfim permite evita que exista uma aura metálica cinza-escura, que muitas vezes se vê no sorriso de algumas pessoas.

Entre outras vantagens contam-se a retenção de menor placa bacteriana, contribuindo, assim, para uma melhor saúde gengival. Ao contrário dos implantes com recurso ao metal, não sofre corrosão, nem causa alergias e hipersensibilidade. Por se tratar de um material cerâmico, demonstra uma maior adaptação à gengiva e ao osso e o corpo humano aceita-o melhor.

Além de serem hipoalérgicos, os implantes de zircónia por serem desenvolvidos num material biocompatível, são resistentes à corrosão química, por não permitirem a condução do calor ou eletricidade. Este fator torna-se especialmente importante se analisarmos que, nos implantes de titânio estão sempre presentes resíduos de outros metais que, durante o processo de corrosão se vão libertando e entram na corrente sanguínea, podendo alojar-se em diferentes órgãos como fígado, rins e pulmões.

Apesar das vantagens indicadas, a verdade é que o mercado ainda não se converteu totalmente à utilização da zircónia. Mas o médico João Pedro Almeida deixa a nota de que os implantes ainda não se aplicarem a todos os casos ou situações clínicas, pelo que devem sempre consultar o médico dentista antes dos procedimentos.

É sobre este e outros temas que se vai falar na formação “O futuro da Medicina Biológica Dentária”, que se realiza no próximo dia 1 de junho, no Porto. As inscrições estão abertas e disponíveis a partir do link.

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