FFP2, com filtro, sem filtro, KN95, cirúrgicas ou sociais… Já todos ouvirmos falar das diferentes máscaras de proteção disponíveis no mercado. Com funções e níveis de proteção diferentes, a verdade é que podemos considerar que cada máscara tem o seu destinatário e contexto. Mas quais são, afinal, as diferenças?

Respiradores N95 (conhecidas nos EUA) ou FFP2 (como são conhecidas na Europa)

Tornaram-se mais conhecidas com a pandemia de COVID-19 e devem ser reservadas para os profissionais de saúde. Cumprem um grau de eficácia entre os 98% e os 99,7%, permitindo filtrar e reter partículas e evitar que, quem as usa, aspire gotículas portadoras de vírus ou bactérias. Têm quatro camadas: a primeira de “tecido não tecido” (TNT) de polipropileno; segunda de carvão ativado que protege de poluição química; a terceira com um filtro de algodão para partículas até 0,3 micrómetros; e uma última, também de TNT de polipropileno, respirável e confortável para ficar encostada à pele.

De acordo com as recomendações emitidas pela Direção-Geral da Saúde, as máscaras FFP2 ou FFP3 são as mais indicadas no exercício da medicina dentária, já que, devido à proximidade com os utentes, os profissionais de saúde oral estão expostos a gotículas respiratórias e a aerossóis que podem ser criados durante os procedimentos.

Estas máscaras não devem ser reutilizadas por se tratar de um material descartável e para o qual não está previsto um processo de desinfeção certificado.

Cirúrgicas, as mais conhecidas

Já eram conhecidas pelo público em geral e utilizadas pelos profissionais de saúde – nomeadamente de medicina dentária – nalguns procedimentos. Rapidamente esgotaram das farmácias quando se conheceu o surto de COVID-19 em Portugal.

As máscaras cirúrgicas têm três camadas: uma exterior (que repele água, sangue e fluídos corporais); uma intermédia (que filtra agentes patogénicos) e uma interior (que absorve água, saliva e transpiração).

Podem ser utilizadas pela população em geral, pelos rececionistas das clínicas de medicina dentária, por exemplo ou noutros contextos. Não está previsto nenhum método certificado de desinfeção, pelo que não deve ser reutilizada, devendo ter-se especial atenção quando estiver húmida ou danificada.

Comunitárias, sociais ou reutilizáveis

A pandemia de COVID-19 trouxe o conceito das máscaras comunitárias, sociais ou reutilizáveis para Portugal. Há muito que são conhecidas e utilizadas especialmente no oriente. Com a recomendação de utilização emitida pela DGS, estas máscaras tornaram-se um hábito entre os portugueses.

Multiplicam-se, diariamente, os modelos de máscaras sociais disponíveis. Antes de adquirir, o consumidor deve confirmar se existe a certificação emitida pelo CITEVE e Infarmed que confirma a competência técnica e a capacidade de filtração de 70% no mínimo.

Esta máscara é um complemento das medidas de proteção e das regras de distanciamento social, não se podendo nunca sobrepor às medidas de proteção e das regras de distanciamento social, fundamentais para controlo da COVID-19.

Adicionalmente, estas máscaras não são para utilização por profissionais de saúde no exercício das suas funções, nem são um dispositivo médico e não cumprem o regulamento das máscaras cirúrgicas, nem dos EPI.

Por se tratarem de materiais reutilizáveis, estas máscaras podem ser utilizadas mais do que uma vez, de acordo com o número de lavagens certificadas (que devem estar indicadas na embalagem).

Nenhuma máscara substitui o distanciamento social ou outras medidas de proteção como a lavagem frequente das mãos e a adoção de etiqueta respiratória.

Resumimos, neste esquema, as características das diferentes máscaras acima mencionadas.

Perceba qual a máscara que mais se adequa ao seu contexto.

Recomendamos a visualização das indicações da Direção-Geral de Saúde sobre o manuseamento das máscaras de proteção, nomeadamente como colocar e retirar depois da utilização.